Chateamo-nos por coisas tão mesquinhas.
Relembro agora aquela noite; aquela noite em que foste parvo mas que, pelo menos, me pertencias. Relembro o banco, o jardim, as escadas, as fotografias, as imagens dos nossos momentos que retive visualmente apenas olhando-te. Era como se os meus olhos fotografassem os teus apenas com uma troca de olhares.
(O som que me sussurrava ao ouvido. A voz que se arrependia, o coração que batia a cada movimento dos teus lábios.)
E que tipo de louca serei eu que ainda penso em ti?! E porque já nada disto faz sentido? E porque ao descrever o que sinto, uso parenteses como a querer destacar uma importância que as palavras não explicam. Uma importância que só o meu coração sabe. É.. O coração fala numa linguagem que palavras não podem traduzir. E porque recordo eu todos os momentos? Que tipo de pessoa sou eu quando recordo tudo? Em que me tornei eu?
Erramos, é verdade ambos erramos e preferimos fugir. Cada um quis viver e lidar com a dor à sua maneira, por isso afastamo-nos. Foi cada um para seu canto.
E se as brigas e discussões não passassem de uma prova que juntos superávamos?! Não seria mais fácil? Talvez agora ainda estivéssemos juntos.
Porque não tornamos o “tu” e o “eu” num “nós”?
Não sou perfeita e sei que tu também não. Juntos somos um desastre, um perigo. Mas sabes? É desse perigo que sinto falta.
JOANA SANTOS
29 de Julho de 2013
http://www.youtube.com/watch?v=-nBU9VR2X5g

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