"O pior não é a separação. É ter de agir como se nunca tivéssemos conhecido aquela pessoa. É ter de voltar a ser quem éramos antes de a conhecer"
- Joana Santos
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sábado, 28 de novembro de 2015
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Poesias...
"Estou sempre distraída e sem atenção.
Mas porque é que será que acho que tenho sempre razão?"
Joana Santos, 7º ano
Mas porque é que será que acho que tenho sempre razão?"
Joana Santos, 7º ano
Pensamento do dia
"Podia não ter passado por metade do que passei, mas com certeza não seria a mesma pessoa."
- Joana Santos
- Joana Santos
Mudando de assunto...
Hoje passo por aqui para vos deixar com uma música que ando a ouvir e que acho muito bonita:
Link da música: Clica aqui!
Link da música: Clica aqui!
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Estarei eu de volta?
Seria repetitivo dizer que já não venho ao meu blog com tanta frequência como antigamente, portanto, vamos a factos:
- Em 2013 (meu primeiro e melhor ano de blog) eu postei 1120 publicações;
- Em 2014 já só foram 361;
- E em 2015 (presente ano) apenas fiz 25 publicações. Março, Abril e Maio, por exemplo, apenas registam 1 publicação mensal.
Para mim é triste. É óbvio que o tempo já não é o mesmo e eu penso que uma pessoa, para escrever, tem de ter algo a dizer ao mundo. E neste momento não tenho tido grandes coisas a dizer... e quando as tenho são publicadas via youtube no meu canal Juu Santos .
Escrevi 2 livros nos últimos 2 anos. E o segundo está a ser reescrito- o que envolve uma grande exigência de concentração (a tal coisa que disse à pouco de "ter algo para dizer ao mundo"). Nestes últimos meses as vastas coisas que tenho (ou teria) para dizer ao mundo foram ditas/narradas nos meus dois livros. Daí o blog ter ficado um pouco "para trás".
Contudo, espero, daqui para a frente tentar fazer algo diferente. Não prometo publicações diárias, mas vou tentar fazer uma espécie de "pensamento do dia" ou então "pensamento da semana" ainda não sei... vai depender de muita coisa: uma delas disponibilidade e claro ter algo para dizer todos os dias ou então todas as semanas.
Até mais novidades,
Joana Santos
- Em 2013 (meu primeiro e melhor ano de blog) eu postei 1120 publicações;
- Em 2014 já só foram 361;
- E em 2015 (presente ano) apenas fiz 25 publicações. Março, Abril e Maio, por exemplo, apenas registam 1 publicação mensal.
Para mim é triste. É óbvio que o tempo já não é o mesmo e eu penso que uma pessoa, para escrever, tem de ter algo a dizer ao mundo. E neste momento não tenho tido grandes coisas a dizer... e quando as tenho são publicadas via youtube no meu canal Juu Santos .
Escrevi 2 livros nos últimos 2 anos. E o segundo está a ser reescrito- o que envolve uma grande exigência de concentração (a tal coisa que disse à pouco de "ter algo para dizer ao mundo"). Nestes últimos meses as vastas coisas que tenho (ou teria) para dizer ao mundo foram ditas/narradas nos meus dois livros. Daí o blog ter ficado um pouco "para trás".
Contudo, espero, daqui para a frente tentar fazer algo diferente. Não prometo publicações diárias, mas vou tentar fazer uma espécie de "pensamento do dia" ou então "pensamento da semana" ainda não sei... vai depender de muita coisa: uma delas disponibilidade e claro ter algo para dizer todos os dias ou então todas as semanas.
Até mais novidades,
Joana Santos
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Sessão de lançamento
Estão todos convidados a assistir à sessão de lançamento do meu primeiro livro "À Beira Mar (uma vida, uma história)"!!!
Livros à venda!
Muito bom!!!
O meu livro já se encontra dísponível para venda através do site da editora.
Relembro que também podem adquiri-lo através de mim pessoalmente.
a sessão de lançamento será no dia 25 de Julho pelas 16h30 no auditório do palácio do infantado em Samora Correia
Para qualquer informação:
filipacaetano1996@hotmail.com
https://www.facebook.com/filipacaetano96
ou
https://www.facebook.com/juu.filipa.santos
Para encomendas (sem ser comigo):
http://www.artelogy.com/…/filipa-caetano-%C3%A0-beira-mar-u…
https://www.facebook.com/artelogy
Com o apoio de:
EF Estruturas em Madeira
https://www.facebook.com/efestruturasemmadeira?fref=ts
VIDEO NOVO COM TODAS AS EXPLICAÇÕES: https://youtu.be/wzBmLJCaSII
O meu livro já se encontra dísponível para venda através do site da editora.
Relembro que também podem adquiri-lo através de mim pessoalmente.
a sessão de lançamento será no dia 25 de Julho pelas 16h30 no auditório do palácio do infantado em Samora Correia
Para qualquer informação:
filipacaetano1996@hotmail.com
https://www.facebook.com/filipacaetano96
ou
https://www.facebook.com/juu.filipa.santos
Para encomendas (sem ser comigo):
http://www.artelogy.com/…/filipa-caetano-%C3%A0-beira-mar-u…
https://www.facebook.com/artelogy
Com o apoio de:
EF Estruturas em Madeira
https://www.facebook.com/efestruturasemmadeira?fref=ts
VIDEO NOVO COM TODAS AS EXPLICAÇÕES: https://youtu.be/wzBmLJCaSII
Lançamento do livro...
Dia 25 de Julho pelas 16h30 no auditório do palácio do infantado em Samora Correia!!!
Espero por vocês lá!!!
Com o apoio:
EF Estruturas em madeira
https://www.facebook.com/efestruturasemmadeira
Espero por vocês lá!!!
Com o apoio:
EF Estruturas em madeira
https://www.facebook.com/efestruturasemmadeira
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Um livro. Um sonho
Boas pessoal!!!!
Hoje chegou o dia de dar-vos a conhecer aquilo que representa um sonho que tenho desde à 6 anos para cá que era "escrever um livro" e para além de somente escreve-lo .. também editá-lo... e esse dia chegou.. o meu livro estará disponível para venda a pouco mais de 1 semana... Ainda este mês será a sessão de lançamento.
Pormenores como: dia, local e hora de lançamento são tudo coisas que ando a tratar.
Não tardará muito a haver cartazes por Samora, vila franca, porto alto (pelo menos) a publicitar o lançamento do meu livro. Não esquecendo também que a Internet será um dos locais 'escolhidos' para publicitação da minha obra.
Assim que souber de mais informações informo-vos! Estejam atentos pois espero por todos vocês no dia de lançamento
Até já,
JOANA SANTOS
Hoje chegou o dia de dar-vos a conhecer aquilo que representa um sonho que tenho desde à 6 anos para cá que era "escrever um livro" e para além de somente escreve-lo .. também editá-lo... e esse dia chegou.. o meu livro estará disponível para venda a pouco mais de 1 semana... Ainda este mês será a sessão de lançamento.
Pormenores como: dia, local e hora de lançamento são tudo coisas que ando a tratar.
Não tardará muito a haver cartazes por Samora, vila franca, porto alto (pelo menos) a publicitar o lançamento do meu livro. Não esquecendo também que a Internet será um dos locais 'escolhidos' para publicitação da minha obra.
Assim que souber de mais informações informo-vos! Estejam atentos pois espero por todos vocês no dia de lançamento
Até já,
JOANA SANTOS
terça-feira, 9 de junho de 2015
Os "burros" que frequentam o ensino profissional.
Todos criticam e hoje chegou a minha vez. É repugnante ver um país que critica os licenciados, pois são apenas “uns loucos que acham que a licenciatura os ajudará em alguma coisa neste país”; criticam os que não estudam, “pois apenas querem andar na vadiagem, e sem estudos não chegarão a lugar algum (e reparem que antes criticaram os licenciados)”, e, por último, criticam os jovens dos cursos profissionais, “pois são os coitadinhos, os burros, são os que não querem estudar e, por isso, fogem do ‘ensino regular’”. Pois bem, não é tudo como se diz. Os que frequentam os cursos profissionais têm tanta ou mais sabedoria como os que frequentam os cursos regulares. Eles têm a teoria, nós temos a prática- tão simples quanto isso. Frequento um curso profissional e não, não foi para fugir dos estudos que optei por esse caminho. Foi simplesmente porque um curso regular não me daria a possibilidade de fazer algo de que gosto muito. E agora frequento o último ano de curso profissional de técnico de apoio à gestão de desportiva (o tal ‘gosto’ pelo desporto) e, tal como tantos outros jovens, estou preocupada como serão os exames nacionais. Sim, porque “os burros” que vão para o curso profissional também têm objetivos de vida, e alguns, tal como eu, querem entrar para a faculdade. “Se querem ir para a faculdade, deveriam ter escolhido um curso regular”- dizem-me. Então, argumento: “se eu tivesse seguido por esse caminho, hoje simplesmente teria os conhecimentos em Português e MACS (Matemática Aplicada às Ciências Sociais- para os ‘inteligentes’ que não sabem o que a SIGLA significa), mas por ter ido para um curso profissional tenho os conhecimentos teóricos do curso onde me quero licenciar (que é a gestão do desporto), mas não tenho os conhecimentos aprofundados de Português e MACS… não que tenha menos capacidade do que os outros, mas, sim, porque alguém acima de ‘nós’ se lembrou de tirar a exigência nessas disciplinas nos cursos “dos coitadinhos”. E depois, quando tentamos ingressar numa faculdade (seja ela qual for) pedem-nos exames de disciplinas que nunca tivemos na vida (que nem sequer são obrigatórias no decorrer do ano letivo). E agora pergunto-me: é assim que querem um país mais culto? É assim que querem fazer estatísticas de quantos alunos do 12º ano passaram e quanto chumbaram no exame nacional de Português? ATENÇÃO: Eu não sou contra a realização dos exames, eu sou contra é a deficiente preparação que nos dão, enquanto alunos. (e falo mesmo de ALUNOS e não de jovens que passeiam as mochilas pelos corredores dos estabelecimentos de ensino). Hoje, sim: peço-vos que partilhem esta mensagem, quanto mais não seja para consciencializar diversas mentes que precisam de ser consciencializadas. Parem de nos ver como os burros, pois afinal quando há projetos desportivos (exemplo do curso que frequento) são os ‘coitadinhos’ que os organizam, em conjunto com alguns ‘stores’ da disciplina para todos os alunos da escola- e nunca vi ninguém a dizer “neste aspeto eles falharam” seja durante um corta-mato, um torneio de voleibol, de futsal, de basquetebol, etc. Merecemos a mesma exigência e o mesmo respeito do que os outros, quanto mais não seja para quando nos perguntam “em que estudas?” e nós respondemos “no curso profissional “Y” não nos olhem de lado.
Atenciosamente,
Joana Santos
(em nome de todos os ‘coitadinhos’)
sexta-feira, 5 de junho de 2015
domingo, 24 de maio de 2015
segunda-feira, 6 de abril de 2015
O que ficou de ti
Sinto que tudo em ti ainda me pertence. Talvez tu um dia namores, te cases, comemores inúmeras datas especiais, aproveites convites de sexta-feira à noite e finalmente tenhas filhos e um animal de estimação. Só quero que saibas que tu podes tentar reencontrar o que ficou de mim em ti, mas nunca me encontrarás. Talvez em algum detalhe tu te lembres de mim, mas não serei eu. Se isso te dói a ti, não sei, mas a mim dói só de pensar que eu posso encontrar alguém melhor do que tu, mas não o mesmo. Dói saber que tu podes até conhecer alguém melhor do que eu, mas ninguém além de mim conhecerá o que tu foste comigo.
Ninguém conhecerá o sinal atrás da tua orelha esquerda, nem descobrirá que tu sentes cócegas no meio da palma da mão. Ninguém notará que o teu ”amo-te” em frente das pessoas sai trémulo, que tu coças o nariz quando estás nervoso. Ninguém descobrirá que a tua sobrancelha treme quando tu mentes, que os teus dentes caninos têm marcas de flúor. Ninguém passará 12 horas numa fila para comprar o teu livro preferido e conseguir o autógrafo do autor. Ninguém deixará de ir a uma entrevista de emprego porque tu ficaste doente, nem ficará uma tarde de sábado com a tua mãe enquanto tu não chegas do trabalho porque ela teve uma crise de asma. Ninguém notará que o teu jeito de sorrir repuxa os lábios e faz a tua testa enrugar, nem descobrirá o teu tique nervoso quando tentas soltar piscadelas e acabas por te confundir todo. Quero dizer-te que o que ficou de ti é espontâneo, tudo o que ficou comigo ficou porque existiu uma necessidade para ficar, tudo ficou para ser lembrado mesmo quando eu não tenha vontade de lembrar, e nada nem ninguém sentirá o que tu sentiste comigo e me fizeste sentir um dia. O que seria dos momentos se não fossem eternizados, o que seria da partida se não deixasse nada nem levasse, pelo menos, um pouco e nós?
O que ficou de ti ocupa o lugar vazio da mesa, estica-se pelo sofá e ocupa a minha cama todas as noites. E quando eu acordo, o teu ”bom dia” ecoa pelo quarto, quando me deito o teu cafuné acaricia a minha nuca e os teus beijos chegam a todo a hora. Quando ligo a TV o teu programa preferido passa, quando desligo a TV a saudade bate à porta. Quando penso em te ligar lembro-me que é melhor evitar levar um não, que é melhor evitar confundir as coisas e insistir no que já passou e no que parece não ter a menor pretensão de acontecer de novo. Quando penso em pretensão acabo por te querer, quando te quero, acabo por me perder, quando me perco, percebo que são só lembranças. E aqui, eu guardo – e muito bem guardado – todas as tuas manias e os teus cuidados, os teus sorrisos e as tuas mordidas, os teus olhos e também a tua saída.
Quando chove lembro-me que tu te molhavas todo com uma preocupação tola de que não querias ver-me com gripe outra vez quando dividíamos o guarda-chuva. Por aqui, ficou o vazio dos teus sapatos atirados no canto do quarto, uma mensagem a dizer que era o fim e uma conversa numa sexta-feira à noite a lamentar por não podermos continuar mais. Ficou o teu olhar de adeus, a minha compreensão – não tão compreendida – de aceitar que tu estavas realmente a ir embora. Ficou aquele abraço frio, o nó na garganta quase a pedir para tu não ires. Ficou também a última chamada que precisei ignorar, ficou a tua insistência em falar de novo comigo, ficou a tua voz a pedir desculpas por tudo e a minha quase a pedir-te para ficares e a propor-te tentarmos outra vez, mas tive que dizer: tudo bem, vou seguir a minha vida também. Ficou a tua última pergunta a sugerir que nos tornássemos amigos, a minha resposta não dada e o silêncio que eu preferi manter. Ficou o desejo de te procurar como várias outras vezes procurei, mas dessa vez eu preferi não me repetir. Tu não vieste e eu não fui, e essa vontade de nós nos vermos mas que nós preferimos evitar, ficou também.
Cheguei a pensar em como eu iria acostumar-me com a tua ausência, perguntei-me até quando tu ficarias aqui mesmo não estando mais, e o que fazer para me acostumar sem ti. E as músicas que cantávamos juntos, e os discos que escolhíamos juntos. E o que eu digo se o teu dentista me ligar? E o que eu digo à tua mãe se ela me procurar? E como eu explico para os nossos amigos que hoje eu vou sair só e que, na verdade, nunca te pertenci? E o que eu digo se me perguntarem por ti, o que eu invento para te esconder e o que eu digo para que ninguém perceba que apesar da distância tu ainda está aqui, bem perto?
E quando tu te preocupavas com o meu silêncio, quando tu me questionavas se tinhas feito algo de errado porque tu às vezes falavas coisas estúpidas e nem percebias. E todas as manhãs tu estavas ali, mesmo não ocupando a minha cama ocupavas a minha caixa de mensagens. E todas as tardes tu aparecias e mesmo não me olhando nos olhos, sabias como os meus desejavam ver-te naquele momento. O que ficou de ti dá-me um medo danado só em pensar que eu posso encontrar-te com outro alguém e ter que fingir que está tudo bem, que está tudo certo. Preciso dizer-te que, de todas as coisas que tu deixaste, a pior e não menos dolorosa, é aquele restinho de sentimento no fundo da gaveta, coberto por saudade abarrotada, é aquela lembrança debaixo de tanto entulho que eu fingia não me importar mais, aquele restinho de amor empoeirado que eu nem sabia que existia. O difícil é quando o amor resolve ficar mesmo quando tudo o resto já foi.
- Texto de Iandê Albuquerque
Ninguém conhecerá o sinal atrás da tua orelha esquerda, nem descobrirá que tu sentes cócegas no meio da palma da mão. Ninguém notará que o teu ”amo-te” em frente das pessoas sai trémulo, que tu coças o nariz quando estás nervoso. Ninguém descobrirá que a tua sobrancelha treme quando tu mentes, que os teus dentes caninos têm marcas de flúor. Ninguém passará 12 horas numa fila para comprar o teu livro preferido e conseguir o autógrafo do autor. Ninguém deixará de ir a uma entrevista de emprego porque tu ficaste doente, nem ficará uma tarde de sábado com a tua mãe enquanto tu não chegas do trabalho porque ela teve uma crise de asma. Ninguém notará que o teu jeito de sorrir repuxa os lábios e faz a tua testa enrugar, nem descobrirá o teu tique nervoso quando tentas soltar piscadelas e acabas por te confundir todo. Quero dizer-te que o que ficou de ti é espontâneo, tudo o que ficou comigo ficou porque existiu uma necessidade para ficar, tudo ficou para ser lembrado mesmo quando eu não tenha vontade de lembrar, e nada nem ninguém sentirá o que tu sentiste comigo e me fizeste sentir um dia. O que seria dos momentos se não fossem eternizados, o que seria da partida se não deixasse nada nem levasse, pelo menos, um pouco e nós?
O que ficou de ti ocupa o lugar vazio da mesa, estica-se pelo sofá e ocupa a minha cama todas as noites. E quando eu acordo, o teu ”bom dia” ecoa pelo quarto, quando me deito o teu cafuné acaricia a minha nuca e os teus beijos chegam a todo a hora. Quando ligo a TV o teu programa preferido passa, quando desligo a TV a saudade bate à porta. Quando penso em te ligar lembro-me que é melhor evitar levar um não, que é melhor evitar confundir as coisas e insistir no que já passou e no que parece não ter a menor pretensão de acontecer de novo. Quando penso em pretensão acabo por te querer, quando te quero, acabo por me perder, quando me perco, percebo que são só lembranças. E aqui, eu guardo – e muito bem guardado – todas as tuas manias e os teus cuidados, os teus sorrisos e as tuas mordidas, os teus olhos e também a tua saída.Quando chove lembro-me que tu te molhavas todo com uma preocupação tola de que não querias ver-me com gripe outra vez quando dividíamos o guarda-chuva. Por aqui, ficou o vazio dos teus sapatos atirados no canto do quarto, uma mensagem a dizer que era o fim e uma conversa numa sexta-feira à noite a lamentar por não podermos continuar mais. Ficou o teu olhar de adeus, a minha compreensão – não tão compreendida – de aceitar que tu estavas realmente a ir embora. Ficou aquele abraço frio, o nó na garganta quase a pedir para tu não ires. Ficou também a última chamada que precisei ignorar, ficou a tua insistência em falar de novo comigo, ficou a tua voz a pedir desculpas por tudo e a minha quase a pedir-te para ficares e a propor-te tentarmos outra vez, mas tive que dizer: tudo bem, vou seguir a minha vida também. Ficou a tua última pergunta a sugerir que nos tornássemos amigos, a minha resposta não dada e o silêncio que eu preferi manter. Ficou o desejo de te procurar como várias outras vezes procurei, mas dessa vez eu preferi não me repetir. Tu não vieste e eu não fui, e essa vontade de nós nos vermos mas que nós preferimos evitar, ficou também.
Cheguei a pensar em como eu iria acostumar-me com a tua ausência, perguntei-me até quando tu ficarias aqui mesmo não estando mais, e o que fazer para me acostumar sem ti. E as músicas que cantávamos juntos, e os discos que escolhíamos juntos. E o que eu digo se o teu dentista me ligar? E o que eu digo à tua mãe se ela me procurar? E como eu explico para os nossos amigos que hoje eu vou sair só e que, na verdade, nunca te pertenci? E o que eu digo se me perguntarem por ti, o que eu invento para te esconder e o que eu digo para que ninguém perceba que apesar da distância tu ainda está aqui, bem perto?
E quando tu te preocupavas com o meu silêncio, quando tu me questionavas se tinhas feito algo de errado porque tu às vezes falavas coisas estúpidas e nem percebias. E todas as manhãs tu estavas ali, mesmo não ocupando a minha cama ocupavas a minha caixa de mensagens. E todas as tardes tu aparecias e mesmo não me olhando nos olhos, sabias como os meus desejavam ver-te naquele momento. O que ficou de ti dá-me um medo danado só em pensar que eu posso encontrar-te com outro alguém e ter que fingir que está tudo bem, que está tudo certo. Preciso dizer-te que, de todas as coisas que tu deixaste, a pior e não menos dolorosa, é aquele restinho de sentimento no fundo da gaveta, coberto por saudade abarrotada, é aquela lembrança debaixo de tanto entulho que eu fingia não me importar mais, aquele restinho de amor empoeirado que eu nem sabia que existia. O difícil é quando o amor resolve ficar mesmo quando tudo o resto já foi.- Texto de Iandê Albuquerque
quarta-feira, 18 de março de 2015
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Ausência indesperada
Sei que o objectivo era escrever um post (pelo menos um) por dia. E olhem que eu detesto sentir que "falhei" p'ra com alguém.
E neste momento é mesmo isso que sinto. Que falhei p'ra com vocês ainda que, em 90% dos casos, eu nunca vos tenha visto mais gordos. A vocês pessoas que seguem, vêem e partilham o meu blog falhei!
Mas houve algo que tenho aprendido ao longo do último ano (que foi mais ao menos quando tudo começou a mudar na minha vida)... Nem todos os dias nós temos algo a dizer.. há dias em que simplesmente o silêncio fala por nós. Então como é que eu posso partilhar algo convosco, se nem a mim mesma eu tenho algo de jeito para dizer?!
Então conclui que quando não temos nada para dizer (nada que seja digno de se ouvir) é melhor ficar calado. E é por isso que me ausentei, aidna que sem intenção.
Muita coisa mudou, muitas coisas ainda vão mudar. Porque estou assim, em tempo de mudança. Quem quiser me acompanhar tudo bem, quem não quiser tudo bem na mesma.
E neste momento é mesmo isso que sinto. Que falhei p'ra com vocês ainda que, em 90% dos casos, eu nunca vos tenha visto mais gordos. A vocês pessoas que seguem, vêem e partilham o meu blog falhei!
Mas houve algo que tenho aprendido ao longo do último ano (que foi mais ao menos quando tudo começou a mudar na minha vida)... Nem todos os dias nós temos algo a dizer.. há dias em que simplesmente o silêncio fala por nós. Então como é que eu posso partilhar algo convosco, se nem a mim mesma eu tenho algo de jeito para dizer?!
Então conclui que quando não temos nada para dizer (nada que seja digno de se ouvir) é melhor ficar calado. E é por isso que me ausentei, aidna que sem intenção.
Muita coisa mudou, muitas coisas ainda vão mudar. Porque estou assim, em tempo de mudança. Quem quiser me acompanhar tudo bem, quem não quiser tudo bem na mesma.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Vou chegar lá!!!
É "lá" que eu quero estar! É "lá" que quero passar os próximos dois, três, quatro ou até cinco anos da minha vida.
Se é um sonho?! Não o intitulo assim, pois sonhos tendem a desmoronar-se ao longo do tempo. Talvez seja um objectivo, mais uma etapa para um dia traçar a meta que desejo.
É isso! Ir à luta é a melhor opção e desistir não pode estar em momento algum nos meus planos.
"Bora lá" para a frente é que é caminho!!!
Se é um sonho?! Não o intitulo assim, pois sonhos tendem a desmoronar-se ao longo do tempo. Talvez seja um objectivo, mais uma etapa para um dia traçar a meta que desejo.
É isso! Ir à luta é a melhor opção e desistir não pode estar em momento algum nos meus planos.
"Bora lá" para a frente é que é caminho!!!
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Casa-te com uma mulher que…
"Ela não precisa ser a princesa que a tua mãe sonhou, mas precisa ser quem toca a tua alma, quem faz bater o teu coração. Ela vai ser o teu primeiro sorriso pela manhã e o teu último olhar de doçura antes de dormir. Mais do que namorada, ela precisa ser tua amiga. Casa-te com alguém que te aceite por inteiro, mas que também ame as tuas metades, que perdoe o tu modo de ser por vezes desajeitado e aquela espreitadela bem intencionada, é claro, para a vizinha.
Afinal, ser homem nos dias de hoje não é fácil. Então, casa-te com uma mulher que simplifique a tua vida. Que saiba dizer não, quando quer dizer não. E sim, quando quer dizer sim. Que também saiba decidir o que é bom para si mesma. Que sorria contigo, ou de ti, tanto faz. Porque de caras amuadas já está este mundo cheio.
Casa-te com uma mulher que te ame e que te respeite acima de tudo. Que te receba de braços abertos quando tudo der errado e fique do teu lado. Que te ponha o ânimo para cima, pois vou contar-te um segredo, meu amigo, as mulheres têm esse dom. Então escolhe aquela que opta sempre por te ver feliz. Ela precisa de ser a tua paz, o teu amor, a tua vida. Ela precisa de ser uma mulher forte e guerreira quando é preciso e ainda assim ser a tua menina, que tu vais proteger.
Com ela tu vais dividir sonhos, somar alegrias, subtrair tristezas, realizar um pouco de tudo… Então, antes de tudo, casa-te com alguém que tu ames verdadeiramente. Com aquela pessoa em quem tu pensas todos os dias da tua vida.
Uma pessoa que saiba cuidar e que ao mesmo tempo entenda que regar demais a flor também maltrata o jardim. Que te aponte o caminho mais do que somente apontar o erro, e que seja a tua bússola quando te faltar o norte.
Casa-te com uma mulher que não desista de ti à primeira adversidade. Que não desista de vocês.
Casa-te com uma mulher que veja um jogo de futebol contigo e mesmo sendo de outro clube torça pelo teu, caso não seja um jogo do teu clube contra o dela. Que te acompanhe num ou outro jogo de playstation. Que saiba reconhecer a tua tentativa falhada e desastrada de cozinhar. Que aceite e tente melhorar as tuas atitudes, como deixar a toalha molhada em cima da cama.
Casa-te com uma mulher que chora de saudades. Que peça um beijo quando te achar quieto de mais. Casa-te com aquela mulher que saiba ceder a uma discussão no momento certo, que te deixa ter razão se isso for melhorar a situação, que não seja demasiado orgulhosa. Casa-te com aquela que te motiva a inventar o homem que tu queres ser. Uma mulher que seja reservada e ao mesmo tempo espontânea. Que aprenda algumas palavras em italiano só para te dizer “eu amo-te”. Que ache que se deitar na relva ao teu lado e olhar para as estrelas foi o melhor plano que fez durante a semana. E que se ria e finja acreditar enquanto tu erras o nome de todas as constelações. Que se esforce para ver um filme só porque é o teu favorito. Uma mulher que confia em ti e te deixa conduzir, mas que te avise do poste à frente. Que faça toda a gente em redor perceber o quanto vocês foram feitos um para o outro. Que use as suas roupas banais em casa e mesmo assim continue sexy.
Casa-te com uma mulher que te faz querer morder de tanta paixão. Que prove que 5 segundos para entrar no autocarro é tempo suficiente para te dar mais um beijo.
Casa-te com alguém que tu amaste desde o primeiro dia, mas que só depois tiveste coragem de ir lá contar.
Casa-te com uma mulher com quem tu possas sobretudo construir uma grande amizade. Alguém que te perceba, que te entenda e que te complete. Porque no final de contas, é o quanto vocês conseguem dizer um para o outro, muitas vezes sem se tocar, apenas ali no silêncio de um olhar, que vai garantir a solidez dos próximos capítulos deste livro."
Autor desconhecido
Luta. Insiste. Persiste. E corrige-te...
Há erros que nos saiem bem caros e é triste só ter percebido agora onde errei. Contudo, espero ir a tempo de o remediar, pois mais vale tarde do que nunca!
domingo, 4 de janeiro de 2015
Obrigado por tudo, "mô"...
Obrigado por teres sido quem foste para mim. Companheiro nas melhores horas, amigo nas piores, namorado em qualquer circunstância.
A vida não é o mar de rosas que desejamos. Hoje sou eu aqui e tu ai mas continuo a torcer para que tenhas tudo o que desejas. Desejo que venças na vida. E quando precisares de um ombro amigo seja para que assunto for <ainda que seja sobre gajas> podes contar comigo.
Joana Santos, 28 de Dezembro de 2014 <último texto do ano>
Primeiro texto do ano
Eu sempre escrevo um "primeiro texto do ano" e já vamos a 4 de janeiro de 2015 e até agora nada apareceu... Neste momento as palavras sufocam-me porque nada do que diga, pense ou sinta, importa.
Também as palavras se gastam, tal como os sentimentos que, um dia, também acabam.
Às vezes é preciso sofrer na pele para entender o que é o divórcio e comigo não é excepção. Eu precisei de viver uma separação, para perceber o que é uma separação <tal como aconteceu com os meus pais.>
Mas uma coisa é certa.. aquilo que se ouve nas televisões e que eu, raramente acredito, também é verdade. Quando um relacionamento acaba .. a culpa é SEMPRE, mas SEMPRE da mulher. E não, não me estou a queixar.
Ora vejamos... um relacionamento que acaba por maus-tratos <violência doméstica> é sempre por culpa da mulher que se deixou agredir e não se sabe defender <realmente ela tem culpa de levar no "focinho">; um relacionamento que acaba porque o homem traiu a culpa também é da mulher.. e porquê?! Porque no pensar de muitos ou "quem não tem em casa procura fora" ou então porque "comer sempre o mesmo prato enjoa"; mas se o relacionamento acaba porque simplesmente "não deu mais" <o que é normal, a meu ver pois NADA dura para sempre> a culpa é de quem mais uma vez?! Da mulher... claro! Pois os argumentos são "com esse feitio de merda é claro que ele se ia fartar de ti", "nunca estás em casa", "não és uma boa mãe", "não és uma boa esposa", "só pensas em ti", "não lhe dás atenção nenhuma" etc, etc, etc...
E é isso mesmo... realmente é preciso sofrer na pele para perceber.
Ainda assim digo <e continuarei a dizer> que os pais de uma funcionária da minha escola são os meus ídolos pois estão casados à mais de 60 anos... Há-ja paciência... <ou então variedade no prato>.
Joana Santos
4 de Janeiro de 2015
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