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terça-feira, 9 de junho de 2015

Os "burros" que frequentam o ensino profissional.

Todos criticam e hoje chegou a minha vez. É repugnante ver um país que critica os licenciados, pois são apenas “uns loucos que acham que a licenciatura os ajudará em alguma coisa neste país”; criticam os que não estudam, “pois apenas querem andar na vadiagem, e sem estudos não chegarão a lugar algum (e reparem que antes criticaram os licenciados)”, e, por último, criticam os jovens dos cursos profissionais, “pois são os coitadinhos, os burros, são os que não querem estudar e, por isso, fogem do ‘ensino regular’”. Pois bem, não é tudo como se diz. Os que frequentam os cursos profissionais têm tanta ou mais sabedoria como os que frequentam os cursos regulares. Eles têm a teoria, nós temos a prática- tão simples quanto isso. Frequento um curso profissional e não, não foi para fugir dos estudos que optei por esse caminho. Foi simplesmente porque um curso regular não me daria a possibilidade de fazer algo de que gosto muito. E agora frequento o último ano de curso profissional de técnico de apoio à gestão de desportiva (o tal ‘gosto’ pelo desporto) e, tal como tantos outros jovens, estou preocupada como serão os exames nacionais. Sim, porque “os burros” que vão para o curso profissional também têm objetivos de vida, e alguns, tal como eu, querem entrar para a faculdade. “Se querem ir para a faculdade, deveriam ter escolhido um curso regular”- dizem-me. Então, argumento: “se eu tivesse seguido por esse caminho, hoje simplesmente teria os conhecimentos em Português e MACS (Matemática Aplicada às Ciências Sociais- para os ‘inteligentes’ que não sabem o que a SIGLA significa), mas por ter ido para um curso profissional tenho os conhecimentos teóricos do curso onde me quero licenciar (que é a gestão do desporto), mas não tenho os conhecimentos aprofundados de Português e MACS… não que tenha menos capacidade do que os outros, mas, sim, porque alguém acima de ‘nós’ se lembrou de tirar a exigência nessas disciplinas nos cursos “dos coitadinhos”. E depois, quando tentamos ingressar numa faculdade (seja ela qual for) pedem-nos exames de disciplinas que nunca tivemos na vida (que nem sequer são obrigatórias no decorrer do ano letivo). E agora pergunto-me: é assim que querem um país mais culto? É assim que querem fazer estatísticas de quantos alunos do 12º ano passaram e quanto chumbaram no exame nacional de Português? ATENÇÃO: Eu não sou contra a realização dos exames, eu sou contra é a deficiente preparação que nos dão, enquanto alunos. (e falo mesmo de ALUNOS e não de jovens que passeiam as mochilas pelos corredores dos estabelecimentos de ensino). Hoje, sim: peço-vos que partilhem esta mensagem, quanto mais não seja para consciencializar diversas mentes que precisam de ser consciencializadas. Parem de nos ver como os burros, pois afinal quando há projetos desportivos (exemplo do curso que frequento) são os ‘coitadinhos’ que os organizam, em conjunto com alguns ‘stores’ da disciplina para todos os alunos da escola- e nunca vi ninguém a dizer “neste aspeto eles falharam” seja durante um corta-mato, um torneio de voleibol, de futsal, de basquetebol, etc. Merecemos a mesma exigência e o mesmo respeito do que os outros, quanto mais não seja para quando nos perguntam “em que estudas?” e nós respondemos “no curso profissional “Y” não nos olhem de lado.

Atenciosamente, 
Joana Santos 
(em nome de todos os ‘coitadinhos’)

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Em psicologia...

"Estamos maquilhados perante as pessoas, metaforicamente falando"
- Joana Santos