- É "inveja"
- "Inveja" ... o que mostra que Luís de Camões conhecia o povo português como ninguém.
- hm hm.. se bem que essa não é a parte que eu mais gosto nos lusíadas
- Não? Então qual é?
- Não.. É o canto terceiro das estrofes 120 a 135.
- Ah.... a historia de D. Pedro e D. Inês de Castro. Um grande amor! Sim... Talvez o maior da nossa historia
- Que não acabou muito bem. Nada bem por sinal.. "Porque o amor é aquele engano da alma ledo e cego que a fortuna não deixa durar muito." Não deixa durar muito ....
- Mas que é eterno enquanto dura... E se este não foi um amor eterno?!
- Ela morreu nova.. muito nova.. assassinada...
- Às ordens de D. Afonso IV pai de D. Pedro que o queria obrigar a casar
- Sim... ela deve ter sofrido tanto naqueles últimos momentos
- E ele também sofreu muito. Mas Não descansou enquanto não se fez justiça. Dai o cognome "o justiceiro"
- Dizem também que ela implorou pela vida dos filhos
- Que foram poupados
- Felizmente.. já ela não. E que chorou "lágrimas de sangue" que ainda hoje se podem ver na fonte da quinta das lagrimas.
- Reza a lenda.... Mas o sofrimento e a tragedia da morte da D. Inês de Castro não é a maior lição a tirar desta historia, camila
- Então qual é?
- Pra mim o que se deve reter desta grande história de amor é a forca que ele pode ter: o amor. De como o amor é a maior forca de todas, que vence tudo: a adversidade, as leis dos homens, a crueldade, até a própria morte
- Esse amor tem um preço muito alto a pagar
- Nenhum preço que se pague por amar é muito alto. Mais elevado e o preço de recusarmos um amor quando temos a sorte de o poder viver. Viver sem amor não é viver, é sobreviver. E esse sim é que é um preço muito alto a pagar. E pra que?
- Pra não sofrer.. Eu tenho medo de sofrer.
- E por isso fecha as portas ao amor se ele vier ter consigo? Não tenha medo camila! O único medo que devemos ter e o medo de ter medo.
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